Páscoa: o maior spoiler que a humanidade já viu!

Na tradição judaico-cristã, a páscoa tem um significado inestimável. Essa festividade teve início quando Deus libertou poderosamente o povo de Israel do cativeiro egípcio, que durou aproximadamente quatrocentos anos. Através da vida de Moisés, o Eu Sou se revelou como o grande libertador e salvador do povo hebreu. Tudo isso, porém, era sombra, ou seja, um apontamento de algo ainda maior e mais grandioso: a morte e ressurreição de Jesus Cristo para salvar o povo de Deus.

 A primeira páscoa era somente uma fagulha da páscoa definitiva. O Israel étnico representa a si e a igreja de Cristo, que é o Israel espiritual, Moisés, o libertador, é um arquétipo de Cristo e o Egito simboliza o pecado e todo o sistema caído que subjuga a humanidade.

 Numa clara referência ao Messias que viria, Isaías 53.3 a 6 diz o seguinte:

Foi desprezado e rejeitado, homem de dores, que conhece o sofrimento mais profundo. Demos as costas para ele e desviamos o olhar; ele foi desprezado, e não nos importamos.Apesar disso, foram as nossas enfermidades que ele tomou sobre si, e foram as nossas doenças que pesaram sobre ele. Pensamos que seu sofrimento era castigo de Deus, castigo por sua culpa. Mas ele foi ferido por causa de nossa rebeldia e esmagado por causa de nossos pecados. Sofreu o castigo para que fôssemos restaurados e recebeu açoites para que fôssemos curados. Todos nós nos desviamos como ovelhas; deixamos os caminhos de Deus para seguir os nossos caminhos. E, no entanto, o Senhor fez cair sobre ele os pecados de todos nós.

 Cristo se entregou voluntariamente para pagar o preço pelos nossos pecados. Nele temos propiciação, redenção, justificação, libertação e salvação não de uma opressão humana, mas da condenação eterna do pecado. Nossa liberdade não é circunstancial, é metafísica, é ontológica. Em Romanos 3.23 a 26, o apóstolo Paulo faz uma profunda e bela explanação sobre o assunto:

23 Pois todos pecaram e não alcançam o padrão da glória de Deus, 24 mas ele, em sua graça, nos declara justos por meio de Cristo Jesus, que nos resgatou do castigo por nossos pecados. 25 Deus apresentou Jesus como sacrifício pelo pecado, com o sangue que ele derramou, mostrando assim sua justiça em favor dos que creem. No passado ele se conteve e não castigou os pecados antes cometidos, 26 pois planejava revelar sua justiça no tempo presente. Com isso, Deus se mostrou justo, condenando o pecado, e justificador, declarando justo o pecador que crê em Jesus.

Vamos celebrar a Páscoa! Vamos celebrar Aquele que venceu a morte! Vamos juntos louvar o Cristo Ressurreto, Senhor sobre todas as coisas! 

A cruz vazia é o maior spoiler da história porque revela que a vitória final já aconteceu! Jesus já venceu todo o mal. Nós já sabemos como termina, podemos descansar no Deus Todo-Poderoso e Soberano. Não há pandemia, crise, caos, doença, falência, morte, enfim, não existe nada capaz de mudar uma vírgula da vitória concretizada no calvário. Cristo está vivo, Ele é real e se faz presente aqui. 

O Jesus ressuscitado é uma antecipação do nosso futuro, Ele é o nosso destino. Estamos em Cristo e permaneceremos Nele por toda a eternidade. Que a celebração da Páscoa renove a esperança no seu coração.